Paróquia Sagrada Família

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Presidente Epitácio, São Paulo, Brazil
Horários de Missas: Segunda à Sexta feira 7:00 horas; Quinta-feira 19:30 horas; Sabado: 09:00 Missas com Crianças; Domingos: 07:00horas e 19:00 horas

terça-feira, 19 de março de 2013

Em missa inaugural, Papa Francisco pede pelos pobres e pelo ambiente


Em missa,
Papa pede por pobres e pelo meio ambiente (Reprodução Globo News)
O Papa Francisco apelou nesta terça-feira (19) pela defesa dos pobres, dos idosos, dos mais fracos e do meio ambiente, na homilia da missa solene que marcou o início oficial de seu pontificado.
Ele afirmou que a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana e de seus 1,2 bilhão de fiéis deve ser um "serviço humilde", acolhendo a todos, e principalmente aos mais pobres.
No sermão na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o primeiro Papa latino-americano pediu respeito "a todas as criaturas vivas e ao ambiente que nos cerca"."Peço a todos aqueles que ocupam papel de responsabilidade nos meios econômico, politico e social, a todos homens e mulheres de boa vontade, para que cuidem da criação. Do desenho de Deus na Natureza. Cuidem um do outro, do meio ambiente", disse.
O pontífice citou São Francisco de Assis, padroeiro do meio ambiente e inspirador de seu nome papal.
O Papa recordou seu "venerado predecessor", Bento XVI, o primeiro pontífice da era moderna que renunciou ao cargo, mencionou também João Paulo II e pediu aos membros da Igreja que se inspirem em São José, o santo do dia 19 de março, "um homem forte, corajosos e trabalhador", mas de "grande ternura".
Ele afirmou que seu ministério, como chefe da Igreja Católica, é "cuidar das pessoas, principalmente dos mais pobres".
O pontífice, primeiro jesuíta a exercer o cargo, também apelou aos fiéis e principalmente às pessoas em postos de comando para que não deixem que os "sinais de destruição" dirijam o mundo.
"Vamos lembrar que o ódio, a inveja, a soberba sujam a vida", afirmou o pontífice. "Cuidar, então, significa vigiar nosso sentimento, nosso coração, porque é dali que vem as coisas boas e as más intenções. Aquelas que destroem e aquelas que constroem."
Francisco terminou a homilia pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro, São Paulo e de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério.
Anel e pálio
Durante a missa, o pontífice recebeu o anel do pescador e o pálio, -longo manto de lã branca com seis cruzes, que pertenceu a Bento XVI-, símbolos da autoridade papal.
Após a cerimônia, começou o tradicional "beija mão", em que membros de delegações de 132 países e líderes religiosos de todo o mundo fizeram fila para cumprimentar o pontífice.
A cerimônia demorou cerca de uma hora e meia.
Entre os chefes de Estado presentes no Vaticano, estava a presidente brasileira Dilma Rousseff.
Saudação aos fiéis
Antes da missa, o novo pontífice, de 76 anos, saudou os milhares de fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, no Vaticano, diante da Basílica, para acompanhar a cerimônia.
A bordo do papamóvel versão "jipe", sem cobertura, Francisco chegou por volta das 8h50 locais (4h50 de Brasília), segundo a repórter do G1.Sorridente, ele saudou a multidão, que acenava bandeiras de vários países, e desceu do papamóvel para cumprimentar fiéis, antes de entrar na Basílica de São Pedro para oficiar a missa.
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito na semana passada, pelo conclave de cardeais, como o 266º Papa da Igreja Católica, após a renúncia, surpreendente, do agora Papa Emérito Bento XVI.
Bergoglio, que adotou o nome de Francisco, é o primeiro papa latino-americano da história, além do primeiro sacerdote da Ordem dos Jesuítas a chegar ao cargo.
Fonte : Portal G1 de noticias. 

Reflexão do Evangelho do Dia.


"Mas, no que lhe veio esse pensamento, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor, que lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria, tua esposa." (Mt 1,16.18-21.24s)
José um homem justo e dotado de muita fé, exemplo de compromisso e de amor. Como todo o homem, tem seus receios, medos e duvidas: Como seguir o caminho certo sem prejudicar Maria!? Uma questão respondida com a mensagem do anjo do Senhor. Contudo, teria José compreendido a mensagem senão tivesse fé? Muitas vezes Deus fala conosco, assim como a José, mas não escutamos, compreendemos ou buscamos fazer o que Ele nos pede. Preferimos a nossa vontade, do nosso jeito e não abrimos mão da nossa opinião. Estamos tão fechados em nós mesmos, que mesmo se Deus colocar um autdoor luminoso escrito aqui está o caminho, a verdade e a vida, passamos por ele e continuamos perdidos. Ter fé, ja dizia na reflexão de domingo é olhar adiante, no horizonte da vida. Manter a cabeça erguida os olhos abertos e os ouvidos atentos aos sinais que o Senhor nos da. Ter fé é buscar a Deus na simplicidade, na humildade e no amor. Por nossa vida, nossa fé e nossa familia, diante de Deus: "Valei-nos São José!"

Padre Tiago Carvalho.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Palavra do Padre

"Esquecendo o que fica para trás, lanço-me para o que está à frente. Lanço-me em direção à meta, para conquistar o prêmio que, do alto, Deus me chama a receber, no Cristo Jesus" (Fl 3,13-14).
Acreditar em Deus nos da a certeza de que ele tudo pode. Por amor e misericórdia é capaz de tudo por nós e, por meio do seu próprio Filho, nos oferece, em seu sacrificio a oportunidade de uma vida nova. Por que insistimos no que é velho? Tudo bem que não nos esquecemos do passado, a memória e a lembrança não se pode apagar, mas não devemos nos privar de viver o presente. Dizia ontem o Santo Padre o Papa Francisco: "que não devemos nos cansar de dar o perdão". Perdoar é amar!
Não se ama o próximo e não se perdoa o próximo, se não me amo e me perdoo primeiro. Viver a páscoa e' se sentir perdoado, amado e querido por Deus. Aquele que têm Deus celebra o novo, vive o novo e oferece o novo em Cristo Jesus.
Padre Tiago Carvalho

domingo, 17 de março de 2013


Papa afirma que natureza da Igreja é essencialmente espiritual, não política

.Papa improvisa fala em encontro com a mídia ao contar a história de como escolheu o nome Francisco - EFEEm mais sinal de que deseja reorientar o discurso católico, o papa Francisco pregou ontem, no Vaticano, uma “Igreja pobre e para os pobres”, mas com menos ênfase política e mais espiritual. 
O recado foi enviado em um pronunciamento a jornalistas do mundo inteiro, convidados a encontrar-se com o novo pontífice. Ao final da solenidade, foi ovacionado por uma plateia de cerca de 4 mil pessoas, boa parte indiferente às acusações que pairam sobre suas relações com a ditadura na Argentina dos anos 1970 e 1980.

O encontro com os jornalistas foi sua quarta aparição pública em quatro dias de pontificado, desde sua eleição no conclave de quarta-feira. Alternando a leitura de um discurso escrito e trechos de improviso mais intimistas, Francisco falou por 15 minutos, voltando a abordar as relações entre a espiritualidade e a política na religião, tema sobre o qual havia feito uma homilia aos cardeais em missa na quinta-feira, na Capela Sistina. 

“A Igreja, ainda que seja uma instituição humana, histórica, com tudo o que comporta, não tem natureza política, e sim essencialmente espiritual: é o povo de Deus que caminha para o encontro com Jesus. Só com essa perspectiva é possível entender a obra da Igreja Católica”, disse o papa. 

Outro ponto importante de seu pronunciamento girou em torno de um tema que se repete como foco de seus discursos: o voto de pobreza. Evocando o assunto de improviso, o papa defendeu uma evangelização voltada “ao último”, referindo-se aos excluídos. “Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres!”, afirmou, sendo interrompido por aplausos. 

Também de improviso, Jorge Mario Bergoglio explicou as razões pelas quais adotou o nome de Francisco (mais informações nesta página), em referência a São Francisco de Assis. “É um homem da pobreza, um homem da paz, que ama e protege a criatura, em um momento em que não temos uma relação tão boa”, disse o pontífice.

Bem-humorado, ele recordou os instantes finais do conclave, quando percebeu que seria o escolhido, e mais tarde as brincadeiras que ouviu sobre outros nomes que poderia ter adotado. Uma das denominações sugeridas, lembrou, foi Clemente. “Então você seria o Clemente XV, para se vingar de Clemente XIV, que suprimiu a Companhia de Jesus”, disse, relatando um diálogo que fazia referência à sua condição de jesuíta.

Imprensa. A seguir, o papa se dirigiu aos jornalistas, agradecendo-lhes pela cobertura da transição no Vaticano, aberta pelo anúncio da renúncia feito por Bento XVI em fevereiro. “Quero renovar meu agradecimento pelos esforços desses dias tão trabalhosos e quero fazer um convite para que vocês tentem conhecer cada vez mais a natureza da Igreja, com seus pecados e virtudes, e conhecer suas motivações espirituais”, afirmou, assegurando ver identidade entre os interesses da religião e da mídia. 

“Seu trabalho exige atenção para com a verdade, o que nos deixa muito próximos.”

Ao final de seu discurso, Francisco foi aplaudido de pé – até mesmo por muitos jornalistas – e ouviu seu nome em gritos de saudação, antes de passar a receber alguns religiosos, jornalistas e trabalhadores do Vaticano. 

Em nenhum momento de seu discurso, Francisco evocou ou fez alusão indireta à controvérsia em torno de suas supostas relações com a ditadura militar na Argentina entre 1976 e 1983.
Na sexta-feira, o Vaticano lançou-se a uma ofensiva na mídia para responder às críticas vindas da Argentina.

Até aqui, o pontífice segue sem ter se manifestado ele mesmo sobre o assunto.

FONTE;. ESTADÃO COM BR

sábado, 16 de março de 2013

Papa diz que decidiu nome após frase de cardeal brasileiro



Papa Francisco acena ao chegar ao encontro com jornalistas no Vaticano, neste sábado (16) (Foto: Vincenzo Pinto/AFP)


Ele me abraçou, me beijou e disse: 'Não se esqueça dos pobres'. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis." Papa Francisco, sobre o amigo e cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes e a escolha do nome


O Papa Francisco disse, neste sábado (16), em um encontro com a imprensa na sala Paulo VI, no Vaticano, que escolheu seu nome de líder da Igreja Católica após falar com o cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, que participou do conclave que o elegeu.
"Na eleição, eu tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar um pouco perigosa, ele começou a me tranquilizar. E quando os votos chegaram a 2/3, aconteceu o aplauso esperado, pois, afinal, havia sido eleito o Papa. [...] Ele me abraçou, me beijou e disse: 'Não se esqueça dos pobres'. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis."
O Papa também relembrou que Francisco de Assis era um homem da pobreza e da paz. “Como eu queria uma Igreja pobre, e para os pobres”, afirmou.Logo no início de seu discurso, o Papa Francisco retomou um ponto bastante falado desde que foi eleito: a humildade diante de Cristo. “Cristo é o centro de tudo, não o sucessor de Pedro.”
O novo Papa disse que a imprensa e a Igreja têm "pontos de proximidade por trabalharem com a comunicação" e que o "lugar da mídia cresceu muito, a ponto de se tornar indispensável para mostrar ao mundo os rumos da história". Enquanto falava do trabalho dos jornalistas nos últimos dias, o Papa, com um sorriso no rosto, falou: “e vocês trabalharam bastante, não?”
Francisco também disse que a Igreja "não tem característica política, mas essencialmente espiritual", e que "Cristo está presente e dirige sua Igreja. Em tudo o que aconteceu, o protagonista é, em última instância, o Espírto Santo. Ele inspirou a decisão de Bento XVI pelo bem da Igreja. Ele influenciou na decisão dos cardeais."
Após falar por cerca de 10 minutos, ele cumprimentou no palco alguns funcionários do Vaticano responsáveis pelo trabalho com a imprensa, assim como alguns poucos jornalistas. No fim, Papa Francisco lembrou que nem todos presentes do auditório eram católicos, mas afirmou que todos são filhos de Deus, e deu uma benção final.
Ele recebeu os cumprimentos de sacerdotes, que entregaram lembranças ao sumo pontífice, e de jornalistas. Um deles recebeu um carinho especial. Um deficiente visual foi abençoado junto com seu cão-guia na sala Paulo VI.


Papa Francisco em 24 horas

Aviso Paroquial



DIA 22/03 REUNIÃO PASTORAL DA VISITAÇÃO
ÁS 20:00HS
LOCAL: IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

DIA 23/03 MISSA DE CURA NO CAMPINAL
COM A PASTORAL FAZENDO VISITA NAS CASAS ATARDE.

DIA  24/03 HAVERÁ MACARRONADA DA PASTORAL FAMILIAR
VALOR : 15,00 ( PROCURAR INGRESSO NA SECRETARIA PAROQUIAL)

PASTORAL DA CRIANÇA ,NUCLEO IMACULADO
INTERESSADOS PARA PROCURAR SECRETARIA.

CURSO OFERECIDO PELO SINDICATO  DE APROVEITAMENTO DE ALIMENTOS  08 E 09 DE ABRIL  ( INFORMAÇÕES NA SECRETARIA PAROQUIAL)

DIZIMISTAS E AS PESSOAS QUE ADIQUIRAM O CARNÊ DA PROMOÇÃO POR FAVOR PASSAR NA SECRETARIA PRA DEIXAR UM EMAIL, PARA CADASTRO

sexta-feira, 15 de março de 2013

Semana Santa 2013



24 de Março: DOMINGO DE RAMOS
07:00 horas procissão e benção de ramos
19:00 horas Missa 
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25 de Março:Segunda feira 
06:00 horas Missa e celebração Penitencial
19:30 horas Procissão do Encontro no Distrito do Campinal
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26 de Março: Terça feira
06:00 horas Missa e celebração Penitencial
19:30 horas Procissão do Encontro Matriz Sagrada Família
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27 de Março: Quarta feira 
06:00 horas Missa e celebração Penitencial 
19:00 horas Missa do Santos Óleos  Catedral São Sebastião "Presidente Prudente" 
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28 de Março: Quinta feira
06:00 horas Missa e celebração Penitencial 
19:00 horas Missa Ceia do Senhor - Distrito do Campinal
21:00 horas Missa Ceia do Senhor Matriz Sagrada Família
23:00 horas INICIO DA VIGÍLIA PASCAL
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29 de Março: SEXTA FEIRA SANTA
14:00 horas Encerramento da Vigília Pascal 
15:00 horas Celebração da Paixão de Cristo "ADORAÇÃO A SANTA CRUZ"
20:00 Teatro da Paixão de Cristo "ORLA''
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30 de Março: Sábado Santo " Sábado de Aleluia" 
09:00 horas Caminhada com as Crianças da Catequese e Infância Missionaria
19:00 Celebração da Luz - Distrito do Campinal
21:00 Celebração da Luz Matriz Sagrada Família 
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31 de Março: Domingo de Pascoa
06:00 horas Missa da Alvorada - Celebração da Ressurreição do Senhor.
Após a Santa Missa confraternização.
19:00 horas Missa da Páscoa  

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cronologia do Papa Francisco





FONTE: CANCÃO NOVA .COM

Igreja corre risco de se tornar uma 'ONG piedosa', diz Papa Francisco


Papa Francisco celebra sua primeira missa no cargo, na Capela Sistina (Foto: AP/CTV)
O Papa Francisco celebrou nesta quinta-feira (14), na Capela Sistina, diante dos 114 cardeais que o elegeram na véspera, a primeira missa do seu pontificado.
Ele disse que a Igreja Católica deve se concentrar no Evangelho de Jesus Cristo, caso contrário, corre o risco de se transformar em uma "ONG piedosa".
"Se não professamos Jesus Cristo, nos converteremos em uma ONG piedosa, não em uma esposa do Senhor", disse, durante a homilia, que durou sete minutos.
Francisco assumiu o comando da Igreja de 1,2 bilhão de fiéis em um momento de disputas e intrigas, com o Vaticano abalado por uma série de escândalos de abuso sexual, acusações de disputas internas de poder e por alegações de má conduta financeira.
"Temos de andar sempre na presença do Senhor, na luz do Senhor, sempre tentando viver de forma irrepreensível", disse, em uma fala simples e carregada de referências bíblicas.
O sucessor de Bento XVI também disse que, quando os fiéis "caminham sem a Cruz, edificam sem a Cruz e professam sem a Cruz", "não somos discípulos do Senhor".
"Podemos ser leigos, podemos ser bispos, sacerdotes, cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor", disse, sem recorrer a anotações.
Fonte: Porta G1.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

HABEMUS PAPAM " FRANCISCO "



O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, é o primeiro papa latino-americano da história. É também a primeira vez que o cargo é entregue a um membro da Companhia de Jesus. O nome papal dele será Francisco I.

Ele obteve ao menos 77 votos dos 155 cardeais de todo o mundo que participam desde terça-feira (12) do conclave, na Capela Sistina, no Vaticano.
Em seu primeiro pronunciamento, ele disse que os cardeais o encontraram no fim do mundo.
"Vocês devem saber que o dever do conclave era dar um bispo para Roma. E parece que os cardeais foram encontrá-lo no fim do mundo. Obrigado pelas boas-vindas".
O novo papa pediu que fizessem uma oração pelo agora papa emérito Bento 16. Depois, disse que ia fazer a bênção, mas antes pediu que os fiéis orassem por bênçãos a ele.
Conforme a tradição, o resultado foi anunciado por meio da emissão de uma fumaça artificialmente colorida de branco, pela chaminé da Capela Sistina. Nos dias anteriores, quando os escrutínios terminaram sem um consenso, a fumaça expelida era de coloração preta. O resultado foi confirmado pelo som dos sinos da Basílica de São Pedro.
No cargo, ele sucede Bento 16, que renunciou no dia 11 de fevereiro, em uma atitude inédita em quase 600 anos.
Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres. O argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado.
Embora se mostre preocupado com a população de baixa renda, o papa não é adepto da Teologia da Libertação, corrente prestigiada na Igreja brasileira que, com base em ideias marxistas, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres.
O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.
PERFIL
O jesuíta nasceu na capital argentina e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Companhia de Jesus aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel.
De 1973 a 1979, Bergoglio foi provinciano pela Argentina e a partir de 1980, reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos. O papa obteve o título de doutor na Alemanha.
Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.
Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a a América Latina.
Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de papa.
Em 2010, quando a modalidade foi permitida pela legislação argentina, o então arcebispo de Buenos Aires, que também disse que a adoção de uma criança por um casal gay é uma forma de discriminação ao jovem, entrou em confronto com o governo de Cristina Kirchner. A presidente argentina, por sua vez, replicou dizendo que a posição da Igreja evocava a época medieval.
CONCLAVE
Bergoglio foi eleito no segundo dia do conclave, após ao menos três votações. O escrutínio que lhe deu maioria ainda deverá ser confirmado.
Durante o conclave, os cardeais permanecem em absoluto isolamento, impedidos de vazar informações sobre as votações, sob pena de excomunhão. Eles foram vistos pela última vez na terça-feira, quando fizeram uma procissão rumo à Capela Sistina e deram início aos trabalhos.
Neste período, os cardeais ficam hospedados na Casa de Santa Marta, dentro do Vaticano. Lá, os quartos são sorteados, para que ninguém possa escolher seu vizinho, e não há telefone ou internet disponíveis.
Em 2005, o cardeal Joseph Ratzinger foi escolhido como papa em três dias de votação.


Fonte : Folha de Sâo Paulo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Palavra do Padre


A Semana Santa marca profundamente o fim do período quaresmal e o inicio da celebração da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A igreja nos convida a celebrar com fervor, esperança e amor este grande Mistério. Graças e bênçãos nos sejam concedidas nesses dias. Pela oração, a penitência, a caridade e a fé, com Cristo celebremos a ressurreição de um “Novo Povo”, uma “Nova Igreja”, de homens e mulheres comprometidos com o Evangelho. Cresça uma nova Família, restaurados e livres em Deus e para Deus. 
Cristo, ao celebrar a Páscoa na Ceia, deu à comemoração tradicional da libertação do povo judeu um sentido novo e muito mais amplo. Não é a um povo, uma nação isolada que Ele liberta, mas ao mundo inteiro, a que prepara para o Reino dos Céus. A Páscoa cristã - cheia de profunda simbologia - celebra a proteção que Cristo não cessou nem cessará de dispensar à Igreja até que Ele abra as portas da Jerusalém celestial. A festa da Páscoa é, antes de tudo, a representação do acontecimento chave da humanidade, a Ressurreição de Jesus depois de sua morte consentida por Ele para o resgate e a reabilitação do homem caído. Este acontecimento é um dado histórico inegável. Além de que todos os evangelistas fizeram referência. São Paulo confirma como o historiador que se apóia, não somente em provas, mas em testemunhos.
O Domingo de Páscoa, ou a Vigília Pascal, é o dia em que até mesmo a mais pobre igreja se reveste com seus melhores ornamentos, é o ápice do ano litúrgico. É o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa depois da dor. E uma dor e alegria que se fundem pois se referem na história ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.
A Ressurreição nos revela a nossa vocação cristã e nossa missão: aproximá-la a todos os homens. O homem não pode perder jamais a esperança na vitória do bem sobre o mal. Rezemos por nossa juventude, nossas famílias e nossa comunidade.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Catequese e Juventude.





Estamos em plena Quaresma, tempo no qual somos convidados a olharmos para além de nossas fraquezas e incoerências com a certeza que após a entrega total de Jesus na cruz, no primeiro dia da semana, vamos mais uma vez fazer a experiência do túmulo vazio, pois Aquele que Vive e quer que todos tenham Vida Plena, não está mais entre os mortos: Ressuscitou!
Tenho certeza que a proposta de reflexão da Campanha da Fraternidade deste ano não está deixando as nossas Comunidades indiferentes ao tema da Juventude. É de grande importância podermos acreditar que também os jovens de hoje podem encontrar em Jesus Cristo a motivação principal de suas vidas, podem se inserir na Igreja como protagonistas que interagem com todos e nela têm condição de crescer na fé e que podem viver e testemunhar um jeito justo e fraterno de viver em qualquer ambiente que venham a frequentar.
Mas para se chegar a essa realidade, sinal da experiência da ressurreição, será necessário que nossas Comunidades estejam fazendo uma séria reflexão, a partir do material da CF-2013 e enfrentando os muitos questionamentos e desafios que nele são levantados.
Um primeiro problema é a nova realidade desse mundo em mudança que deixa a maioria de nós perplexos, mas que é vivida com grande naturalidade por nossos adolescentes e jovens. Parece que enquanto fazemos a experiência da cruz, achando que “este mundo de hoje não tem mais jeito”, que “está tudo perdido”, a juventude tenta nos mostrar que um outro modo de viver é possível.
Diante desta realidade é possível se comportar de vários modos. Por exemplo, podemos ter atitudes de imobilismo, ficando parados em nosso canto, sem saber o que fazer, da mesma forma que os apóstolos ficaram, após a crucifixão e sepultamento de Jesus. Ou, podemos ainda, tentar fazer alguma coisa, mesmo sem saber bem o que, e utilizando as ferramentas que conhecemos, assim como fizeram aquelas mulheres que de madrugada, com seus perfumes, tentaram fazer as últimas homenagens a Jesus morto.
Chegou o primeiro dia da semana e a novidade do túmulo vazio provoca profundas reflexões e novas atitudes: choca (ficaram sem saber o que estava acontecendo), questiona (“Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ressuscitou!”), mostra a inutilidade de nossas ultrapassadas ferramentas (os perfumes para embalsamar não servem mais, por isso as mulheres voltaram do túmulo, e foram anunciar a todos o que viram) e nos desinstala de nossos imobilismos (Pedro levantou-se, correu para o túmulo e fez a experiência da novidade).
Também a realidade juvenil do mundo de hoje está exigindo de nós profundas reflexões e atitudes novas. O próprio Texto Base da CF-2013 nos lembra que é necessário fazer acontecer de verdade um eficaz processo de Iniciação à Vida Cristã de nossos jovens e que seja assumido em parceria com os mais variados setores de cada Comunidade. Cabe a todos nós fazer acontecer a chegada desse “novo primeiro dia da semana”!

A Palavra de Deus provoca conversão: convido você leitor a dedicar um tempo para ler o texto bíblico proposto para a Vigília Pascal deste ano: Lc 24,1-12. Leia com calma, preste atenção e responda: Depois da experiência traumática da morte de Jesus, os apóstolos ficaram escondidos e as mulheres foram até o túmulo; diante da realidade do mundo de hoje qual dessas atitudes eu normalmente assumo? Sei reconhecer quando minhas ferramentas estão ultrapassadas? Onde procuro Jesus, num passado que já cumpriu a sua missão ou na novidade da Vida que Ele nos propõe hoje? Além da juventude, não seria hora de questionar em nossa Igreja como deve ser vivido o protagonismo das mulheres, destacado de forma tão evidente neste trecho do Evangelho? O que você, catequista, tem ensinado aos seus catequizandos sobre esse assunto?

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

terça-feira, 5 de março de 2013

Catequese


terça-feira, 5 de março de 2013

A reconciliação


Nem sempre a visão que temos das coisas corresponde à realidade de sua existência. Às vezes, o que fica é a primeira impressão. Assim nossa visão fica errada das coisas. Podemos até dizer que tipo de visão nós temos de Deus, como é o meu Deus e o seu Deus. Isto deve ser trabalhado dentro de nós.
A reconciliação é um processo de mudança, quem sabe até uma volta às origens! No âmbito da fé e do contexto da quaresma, é retorno ao caminho de perfeição, aos princípios do Evangelho. Perdemos o rumo e ele deve ser reencontrado. Foi o que aconteceu com o filho pródigo que, após um processo de mudança de vida, volta para a casa do pai.
Não podemos viver perdidos na vida, sem rumo certo e sem esperança. Mesmo nas dificuldades e submundo da cultura, a vida não perde sua dignidade. O importante é não entregar-se à própria vulnerabilidade, mas descobrir a estrada que conduz ao bem. Ser capaz de ultrapassar barreiras e estruturas difíceis e exigentes.
É visível na pessoa humana o desejo profundo de acolhida e de ser reconhecida e tratada como gente. Torna-se muito relevante o pai que acolhe o filho e o ajuda no crescimento de sua autoestima, no dar valor à vida sem nenhuma reserva. Para isto é preciso superar todo tipo de ressentimento sobre as fraquezas que o filho tem.
Os erros são quebra de aliança, que podem interromper uma convivência sadia e fraterna. A reconciliação é retorno à fraternidade, essencial para a pessoa ser feliz. É este o grande ideal da quaresma, tendo em vista a realização da Páscoa, do encontro com uma Pessoa, com Jesus Cristo ressuscitado e presente em nós.
Todo cristão deve ser “provocador” de reconciliação. A inimizade faz mal, adoece a pessoa e a desestrutura em sua identidade. A nossa perspectiva deve ser a mesma de Jesus. Isto nos faz novas criaturas, renascidos com atitudes novas e de espírito novo. Quem experimenta a reconciliação com Deus, quer reconciliar-se com o irmão.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

domingo, 3 de março de 2013

5º Retirão São Miguel Arcanjo

             Neste Domingo 03 de Março foi realizado o 5ª Retirão São Miguel Arcanjo no Lar do Meninos em Presidente Prudente, com a presença de Pe. Fernado Guirado e Pe.Tiago Carvalho e com participação de nosso Bispo D.Benedito na  Presidência da Santa Missa. 
                 Com uma presença de mais de 1.200 pessoas no local e mais de 3.000 pessoas via internet informação passada pela equipe responsável pela transmissão ao vivo do Retirão.













Mais fotos do Retirão se encontra no link abaixo no albun de nossa Paroquia.

sábado, 2 de março de 2013

BENEDICTUS EMERITO PP. XVI


A Eucaristia é a adoração de toda a Igreja, mas também exige o empenho total da cada cristão na missão da Igreja, que contém um chamado para ser o povo santo de Deus, mas também para a santidade individual, mas é para ser celebrada com grande alegria e simplicidade, mas também como digna e reverentemente possível; convida-nos a nos arrepender de nossos pecados, mas também de perdoar os nossos irmãos e irmãs, que nos une em espírito, mas também nos manda no mesmo Espírito para trazer a boa notícia da salvação a outros.

BENEDICTUS PP. XVI

Hoje tem Reunião de Ministros

Sr(a)s. Ministros temos reunião Mensal hoje as 18:30 no Centro de Formação Pastoral , a sua Presença e Fundamental.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Semana Santa 2013


24 de Março: DOMINGO DE RAMOS
07:00 horas procissão e benção de ramos
19:00 horas Missa 
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25 de Março:Segunda feira 
06:00 horas Missa e celebração Penitencial
19:30 horas Procissão do Encontro no Distrito do Campinal
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26 de Março: Terça feira
06:00 horas Missa e celebração Penitencial
19:30 horas Procissão do Encontro Matriz Sagrada Família
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27 de Março: Quarta feira 
06:00 horas Missa e celebração Penitencial 
19:00 horas Missa do Santos Óleos  Catedral São Sebastião "Presidente Prudente" 
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28 de Março: Quinta feira
06:00 horas Missa e celebração Penitencial 
19:00 horas Missa Ceia do Senhor - Distrito do Campinal
21:00 horas Missa Ceia do Senhor Matriz Sagrada Família
23:00 horas INICIO DA VIGÍLIA PASCAL
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29 de Março: SEXTA FEIRA SANTA
14:00 horas Encerramento da Vigília Pascal 
15:00 horas Celebração da Paixão de Cristo "ADORAÇÃO A SANTA CRUZ"
20:00 Teatro da Paixão de Cristo "ORLA''
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30 de Março: Sábado Santo " Sábado de Aleluia" 
09:00 horas Caminhada com as Crianças da Catequese e Infância Missionaria
19:00 Celebração da Luz - Distrito do Campinal
21:00 Celebração da Luz Matriz Sagrada Família 
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31 de Março: Domingo de Pascoa
06:00 horas Missa da Alvorada - Celebração da Ressurreição do Senhor.
Após a Santa Missa confraternização.
19:00 horas Missa da Páscoa  




ESCALA DE MARÇO E CELEBRAÇÕES


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domingo, 24 de fevereiro de 2013

II Domingo da Quaresma – Ano C


QUARESMAII

Homilia de Dom Henrique Soares da Costa – 

Gn 15,5-12.17-18
Sl 26
Fl 3,17 – 4,1
Lc 9,28b-26
Antes de tudo, duas observações: (1) A Palavra de Deus, neste Domingo, apresenta-nos um contraste muito forte entre escuridão e luz: escuridão da noite do Pai Abraão e luz do Cristo transfigurado; (2) chama atenção, num tempo tão austero como a Quaresma um evangelho tão esfuziante como o da Transfiguração. Não cairia melhor na Páscoa, este texto? Por que a Igreja o coloca aqui, no início do tempo quaresmal?
Comecemos pela primeira leitura. Aí, Abraão nos é apresentado numa profunda crise; Deus tinha lhe prometido uma descendência e uma terra e, quase vinte e cinco anos após sua saída de seu pátria e de sua família, o Senhor ainda não lhe dera nada, absolutamente nada! Numa noite escura, noite da alma, Abraão, não mais se conteve e perguntou: “Meu Senhor Deus, que me darás?” (Gn 15,2) Deus, então, “conduziu Abrão para fora e disse-lhe: ‘Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz! Assim será a tua descendência!” Deus tira Abraão do seu mundozinho, de seu modo de ver estreito, da sua angústia, e convida-o a ver e sentir com os olhos e o coração do próprio Deus. “Abrão teve fé no Senhor”. Abraão esperou contra toda esperança, creu contra toda probabilidade, apostando tudo no Senhor, apoiando nele todo seu futuro, todo o sentido de sua existência! Abraão creu! Por isso Deus o considerou seu amigo, “considerou isso como justiça!” E, como recompensa Deus selou uma aliança com nosso Pai na fé: “’Traze-me uma novilha, uma cabra, um carneiro, além de uma rola e uma pombinha’. Abrão trouxe tudo e dividiu os animais ao meio. Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. Quando o sol ia se pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror”. Abrão entra em crise: no meio da noite – noite cronológica, atmosférica; noite no coração de Abrão – no meio da noite, as aves de rapina ameaçam, e o sono provocado pelo desânimo e a tristeza, rondam nosso Pai na fé… Deus demora, Deus parece ausente, Deus parece brincar com Abraão! Tudo é noite, como muitas vezes na nossa vida e na vida do mundo! Mas, ele persevera, vigia, luta contra as aves rapineiras e o torpor… E, no meio da noite e da desolação, Deus passa, como uma tocha luminosa: “quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo… Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão”. Observemos o mistério: Deus passou, iluminou a noite; a noite fez-se dia: “Naquele dia, Deus fez aliança com Abrão!” Abraão, nosso Pai, esperou, creu, combateu, vigiou e a escuridão fez-se luz, profecia da luz que é Cristo, cumprimento da aliança prometido pelo Senhor! “O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem tremerei?” Eis o cumprimento da Aliança com Abraão: Cristo, que é luz, Cristo que hoje aparece transfigurado sobre o Tabor!
Fixemos a atenção no evangelho, sejamos atentos aos detalhes: Jesus estava rezando – “subiu à montanha para rezar” - e, portanto, aberto para o Pai, disponível, todo orientado para o Senhor Deus: Cristo subiu para encontrar seu Deus e Pai! E o Pai o transfigura. Sim, o Pai! Recordemos que é a voz do Pai que sai da nuvem e apresenta Aquele que brilha em luz puríssima:“Este é o meu Filho, o Escolhido!” E a Nuvem que o envolve é sinal do Espírito de Deus, aquela mesma glória de Deus que desceu sobre a Montanha do Sinai (cf. Ex Ex 19,16), sobre a Tenda de Reunião no deserto (cf. Ex 40,34-38), sobre o Templo, quando foi consagrado (cf. 1Rs 8,10-13) e sobre Maria, a Virgem (cf. Lc 1,35). É no Espírito Santo que o Pai transfigura o Filho! Na voz, temos o Pai; no Transfigurado, o Filho; na Nuvem luminosa, o Espírito! E aparecem Moisés e Elias, simbolizando a Lei e os Profetas. Aqui, não nos percamos em loucas divagações e ignóbeis conclusões, como os espíritas, que de modo louco, querem provar com este texto que os mortos se comunicam com os vivos! Trata-se, aqui, de uma visão sobrenatural, não de uma aparição fantasmagórica e natural! Moisés e Elias, que “estavam conversando com Jesus… sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém”. Aqui é preciso compreender! Um pouco antes – Lucas diz que oito dias antes (cf. 9,28) – Jesus tinha avisado que iria sofrer muito e morrer; os discípulos não compreendiam tal linguagem! Agora, sobre o monte, eles vêem que a Lei (Moisés) e os Profetas (Elias) davam testemunho da morte de Jesus, de sua Páscoa! Sua paixão e morte vão conduzi-lo à glória da Ressurreição, glória que Jesus revela agora, de modo maravilhoso! Assim, a fé dos discípulos, que dormiam como Abraão, é fortalecida, como o foi a de Abraão, ao passar a glória do Senhor na tocha de fogo! A verdadeira tocha, a verdadeira luz que ilumina nossas noites sombrias e nossas dúvidas tão persistentes é Jesus!
Mas, por que este evangelho logo no início da Quaresma? Precisamente porque estamos caminhando para a Páscoa: a de 2004 e a da Eternidade. Atravessando a noite desta vida e o combate quaresmal, estamos em tempo de oração, vigilância e penitência! A Igreja, como Mãe, carinhosa e sábia, nos anima, revelando-nos qual o nosso objetivo, qual a nossa meta, o nosso destino: trazer em nós a imagem viva do Cristo ressuscitado, transfigurado pelo Espírito Santo do Pai. Escutemos São Paulo:“Nós somos cidadãos do céu. De lá esperamos o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso. Assim, meus irmãos, continuai firmes no Senhor!” Compreendem? Se mantivermos o olhar firme naquilo que nos aguarda – a glória de Cristo –, teremos força para atravessar a noite desta vida e o combate da Quaresma. Somos convidados à perseverança de Abraão, ao seu combate na noite, à vigilância e à esperança, somos convidados a não sermos “inimigos da cruz de Cristo, que só pensam nas coisas terrenas”, somos convidados a viver de fé, a combater na fé! Este é o combate da Quaresma, este é o combate da vida: passar da imagem do homem velho, com seus velhos raciocínios e sentimentos, ao homem novo, imagem do Cristo glorioso! Se formos fiéis, poderemos celebrar a Páscoa deste ano mais assemelhados ao Cristo transfigurado pela glória da Ressurreição e, um dia, seremos totalmente transfigurados à imagem bendita do Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina na glória imperecível. Amém!
D. Henrique Soares da Costa