Paróquia Sagrada Família

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Presidente Epitácio, São Paulo, Brazil
Horários de Missas: Segunda à Sexta feira 7:00 horas; Quinta-feira 19:30 horas; Sabado: 09:00 Missas com Crianças; Domingos: 07:00horas e 19:00 horas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Boa Notícia Ela não provoca medo, mas conversão

Imagem de Destaque
O anúncio feito por Cristo é a Boa Notícia, que suscita um processo de transformação e de passagem para o novo. É saída do antigo, do comodismo e infertilidade para assumir posturas comprometedoras com as exigências da história. Na visão bíblica e cristã, o antigo é pautado por atitudes de pecado, de injustiças e desamor. A conquista do novo é o encontro com as propostas do Reino de Deus, a abertura do coração para a beleza da vida e a presença da graça de Deus em quem a reconhece.

No mundo antigo, a Palavra anunciava castigo para as cidades e povos infiéis a Javé. Nínive, por exemplo, foi ameaçada de destruição, caso não seguisse os conselhos de Jonas. Mas o seu povo foi capaz de experimentar o novo ao mudar de vida.
A Palavra hoje não anuncia catástrofes, mas a chegada da plenitude dos tempos. É como dizer: “o tempo está cumprido”. Aconteceu o nascimento de Jesus Cristo, a chegada do novo. É a chegada do “fim dos tempos”, e não “fim do mundo”.

As catástrofes naturais, enchentes, destruições, perda de pessoas e bens naturais, não significam a chegada do fim do mundo, como está na mente de muita gente. É o curso natural do tempo. O aquecimento global pode ajudar nesse processo.

A Boa Notícia não provoca medo, mas conversão. Ela exige fé e compromisso ativo na comunidade. O povo da cidade de Nínive entendeu a mensagem do profeta Jonas. Ela era a capital dos gentios. Deus guia ao bom caminho os pecadores.

A pregação de Jonas foi a imagem da pregação de Jesus. Em Cristo acontece a “irrupção do Reino de Deus”. Ele não anuncia catástrofe, mas a Boa Nova do Reino. Fez isso como Filho de Deus, convocando as pessoas para a conversão e a esperança.
Conversão é diferente de fazer penitência. Não à base do medo e do castigo, mas de fé na Boa Nova e de experimentar a presença de Deus na vida. Isso faz do convertido discípulo-missionário e “pescador de homens”.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

Trabalho escravo no Brasil: ganância, miséria e impunidade

No próximo dia 28, o Brasil comemora o Dia de Combate ao Trabalho Escravo, data esta marcada pelo assassinato de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, no ano de 2004, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG). A data foi oficializada em 2009, no entanto, essa luta é mais antiga. Desde o início dos anos 1970, a Igreja, com dom Pedro Casaldaliga, e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), tem denunciado a utilização do trabalho escravo na abertura das novas fronteiras agrícolas do país.


Com isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como entidade do episcopado brasileiro, é aliada ao combate desse tipo de prática, fazendo o chamamento ao diálogo de dioceses, paróquias, comunidades e entidades ligadas à missão pastoral. “Se é difícil combater o trabalho escravo pelos interesses que estão em jogo e pelo status que dele se beneficiam, mais difícil é derrotar a cultura do ter, que impulsiona muitas pessoas a serem escravas do trabalho só para acumular”, afirma o bispo da diocese de Barra do Piraí Volta Redonda (RJ), dom Francisco Biasin.


A CPT foi pioneira no combate ao trabalho escravo e levou a denúncia até a Organização das Nações Unidas (ONU), o que permitiu que o Governo fosse, de certa forma, réu, em um processo sobre a existência de trabalho escravo. Com isso, o Estado se comprometeu em criar uma estrutura de combate a esse crime em território brasileiro. “A igreja precisava tomar um posicionamento diante da realidade já muito explícita de trabalho escravo no Brasil, o Governo negava que existia esse tipo de situação”, disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, padre Ari Antônio dos Reis.


Em meados de agosto de 2009, houve uma reunião com diversas entidades da sociedade civil, governamentais e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O objetivo do encontro era discutir mecanismos para potencializar o combate e a prevenção do trabalho escravo, e traçar estratégias de inclusão social, em condições de trabalho dignas, dos trabalhadores vitimados. “Desde 2009, nós estamos visitando e dialogando com as dioceses sobre a situação do trabalho escravo, e também criando nesses locais pequenos grupos que vão aumentar a reflexão sobre essa situação”, explicou o padre Ari Antônio dos Reis.


A igreja assumiu uma série de ações no combate a este tipo de exploração. A partir das primeiras reflexões do Grupo de Trabalho assumiu-se a iniciativa de organizar um encontro de trabalho envolvendo algumas entidades e bispos. A partir de então, foram definidas importantes resoluções de cobrança por parte dos governantes e capacitação das pastorais para assumir iniciativas adequadas em suas áreas.


De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho escravo apresenta características bem delimitadas. Além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitários, por exemplo, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação de homens armados. Além disso, os trabalhadores são forçados a assumir dívidas crescentes e intermináveis, como alimentação e despesas com ferramentas usadas no serviço.


Por parte do Estado, existem ações que podem auxiliar no combate ao trabalho escravo, como por exemplo, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438. A "PEC do Trabalho Escravo" é considerada um dos projetos mais importantes de combate à escravidão, tanto pelo forte instrumento de repressão que pode criar, mas também pelo seu simbolismo, pois revigora a importância da função social da terra, já prevista na Constituição.


A PEC 438 foi apresentada em 1999 pelo ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA), e propõe o confisco de propriedades em que forem encontrados casos de exploração de mão-de-obra equivalente à escravidão, e/ou lavouras de plantas psicotrópicas ilegais, como a maconha. A PEC 438/2001 define ainda que as propriedades confiscadas serão destinadas ao assentamento de famílias como parte do programa de reforma agrária.


Persistem alguns desafios para o Estado, a Igreja e a sociedade civil, voltados na perspectiva de enfrentamento e superação desta situação. Destacam-se a fiscalização eficiente, a mobilização social contra esta prática, a reforma agrária, superação da miséria. A impunidade, ainda constante, precisa ser combatida. Na chacina de Unaí, por exemplo, quatro dos réus se encontram em liberdade, beneficiados por habeas corpus, e outros cinco (acusados de participar da execução) permanecem presos.


Fonte: CNBB

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Maria no contexto bíblico do Novo Testamento


Síntese Mariológica de Cada Evangelista

1.1 Marcos (60): Maria = mãe clânica ou carnal do Messias.

Em Marcos Maria tem apenas um nome, não um perfil definido. É ainda uma figura ‘sem relevo’. Não tem uma personalidade, mas é mera função. ‘Quem é minha mãe?’ (Mc 3,33). ‘Não é ele o filho de Maria? (Mc 6,3). O mistério de Jesus é sentido como escândalo e não como loucura. Marcos nada diz sobre Maria ou de sua reação. A expressão “Filho de Maria” é uma referência única e estranha no NT. No resto dos evangelhos se dirá “Filho de José” (Lc 3,23; 4,22; Jo 1,45; 6,42). Mt usa a fórmula indireta: “Não é Maria sua Mãe? (Mt 13,55)”.

            Concluindo: Marcos é ainda ignorante da grandeza de Maria e apresenta uma Maria ignorante da grandeza de Jesus. A lição que fica para nós é que Maria começou sua peregrinação da fé praticamente do nada, do ponto zero. E foi crescendo a partir da obscuridade. Ela fica reduzida à sua função biológica e social.

1.1.1 Paulo (Carta aos Gálatas – escrita cerca de 56-57)

            Seu único texto mariológico é Gl 4,4: “Feito de mulher... a fim de recebermos a adoção filial”. Talvez Maria ainda estivesse viva quando Paulo escreveu a carta, contudo, ao referir-se ‘nascido de mulher’ indica simplesmente a condição humana, especialmente seu aspecto fraco e mortal. Paulo diz exatamente ‘feito’, talvez para entender a pré-existência de Cristo. Também expressa a Kenose, a humilhação ou esvaziamento de Cristo que se fez servo (Fl 2,5-8), sem maldição (Gl 3,13), sem pecado (2Cor 5,21).

            Conclusão: O interesse de Paulo é estritamente Cristológico. Jesus é o foco, o centro e sendo Maria apenas a figura de contraste em relação à filiação divina. Além disso, Maria, nesse texto, permanece anônima. Maria só entra aí em função de Cristo, como instrumento quase impessoal de sua vinda. Maria faz parte da História da Salvação e está estritamente relacionada como Filho e com seu envio. Ela serve de caminho para a vinda de Deus até nós em seu Filho. Ela possibilita a adoção filial. Assim, essa Mulher é também o caminho pelo qual vamos a Deus.

1.2 Mateus (70): Maria = é a Mãe-Vigem do Messias Salvador

            No relato da genealogia de Jesus (Mt 1,1-17), Mateus cita cinco mulheres: 1)Tamar (Gn 38,15), a falsa prostituta; 2)Betsabéia (II Sam 11,11), com quem Davi adulterará; 3)Raab (Jos 2,1ss), a prostituta estrangeira (Js 2); 4)Rute (Rt 4), a estrangeira que casou com o velho Booz; 5)Maria, a suprema irregularidade: a virgem que se torna mãe. De Abraão a Davi – Davi ao Exílio da Babilônia – Exílio à Cristo (42 gerações). Abraão é o Pai dos crentes; Davi o fundador da dinastia real e Jesus é o filho da história humana e da promessa divina.

Não se trata de grandes matriarcas, mas de mulheres vivendo em situações irregular ou excepcional. Mateus quer sublinhar que a História da Salvação é conduzida pela soberania de Deus e por mais ninguém. Maria aparece no relato como figura que rompe a linha genealógica. Ela é o ponto de inflexão a partir do qual tem início uma outra genealogia, a da nova humanidade.

            No relato do anúncio a José (Mt 1,18-25), Mateus concentra-se na questão da concepção virginal do Messias no seio de Maria. “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel” v.23. O foco central não é mariológico mais cristológico. A concepção virginal diz respeito, a Jesus, e só depois a Maria. Sua maternidade não é obra de José, mas do Espírito Santo.

            Na visita dos Magos (Mt 2,1-12), Maria aparece como a Nova Jerusalém e o novo Templo. “Onde está o rei dos judeus, recém –nascido?” v.2. “Viram o menino com Maria, sua mãe”. v.11. Onde encontrar Jesus? Lá onde está Maria. É Ela agora a sede ou o trono do novo Rei. Ela é o novo templo, onde habita Deus e onde é adorado. Os Magos encontram o menino e sua mãe. Maria, enfim, se mostra companheira inseparável do Filho. Maria participa da vida de Jesus e na obra salvifica do Messias numa extraordinária proximidade.

            Conclusão: Maria emerge como uma personagem importante na História da Salvação. Ela é mais que mãe clânica como em Marcos: tem uma relação privilegiada e mesmo exclusiva com Cristo. É toda cristocentranda, é inteiramente de e para Cristo.

1.3 Lucas (80): Maria = mulher livre, a crente por excelência e a mãe do Messias.

            Lucas enfatiza a figura de Maria como a mulher de fé por excelência. Antes, a Virgem aparece como uma mulher livre, que aceita consciente e responsavelmente a Palavra de Deus; depois, Ela surge como a Mãe do Senhor, precisamente a partir de sua aceitação na fé. Lucas é o evangelista que mais relata a presença de Maria dos evangelistas. Os mais significativos são três:

1)Anunciação (Lc 1,26-38): Este texto ressalta a Virgem como centro e protagonista da cena evangélica; traça da forma mais nítida o retrato humano e espiritual de Maria; é o mais usado na liturgia; é o mais citado pelos Padres da Igreja; e retrata a cena mariana mais pintada pelos artistas. São João Crisólogo apresenta Maria, neste contexto, como a ‘obra dos séculos’, isto é, a Salvação do Mundo. Sto. Tomás de Aquino diz: ‘Pela Anunciação se esperava o consenso da Virgem no lugar de toda a natureza humana’. Maria é a cheia de graça e aparece como figura da liberdade humana, de uma liberdade que é poder de entrega, mas também de recusa. Ela vive a aventura dramática da liberdade, com seus cumes de luz, mas também com seus vórtices tenebrosos. A Virgem emerge como imagem de uma liberdade concreta, que diz sim ‘A Palavra de Deus’. Por isso Ela é a figura da fé, como ato de uma liberdade que se abre toda à oferta da graça e do amor.

2)Visitação (Lc 1,39-45): ‘Levantando-se, Maria partiu com pressa’ v.39... O levantar-se mostra a iniciativa autônoma de Maria de partir para as montanhas. O amor tem pressa. A Virgem é levada pelo amor, seja ao filho que traz no ventre, seja à prima em necessidade, seja simplesmente à vontade de Deus. Essa pressa é sinal de solicitude e disponibilidade. Na Visitação a Virgem mostra o que significa ser uma serva em ação. Torna-se a primeira evangelizadora da Boa-Nova. A saudação de sua prima, ‘feliz aquela que acreditou’ v.45, revela a identidade espiritual de Maria, a crente por excelência. ‘Feliz de quem crê sem ter visto’, exclamará Jesus em Jo 20,29.

3)Magnificat (Lc 1,46-55): É o canto da libertação messiânica. É o texto bíblico mais longo colocado na boca de Maria. Aqui não se fala de Maria, mas é Maria mesma que fala: fala de Deus e das maravilhas que realizou nela, no mundo e em seu povo. Documento de Puebla (n.297; 1144) declara este cântico ‘espelho da alma de Maria’; o ‘cume da espiritualidade dos pobres de Javé’, o ‘prelúdio do Sermão da Montanha’. A estrutura do Magnificat, segundo o teólogo Dupont, expressa: ação divina em Maria, mensagem pessoal; ação divina na Humanidade, mensagem social; ação divina no Povo de Israel, mensagem étnica.

Conclusão: Temos em Lucas Maria com uma personalidade: mulher responsável, autônoma, determinada. Tem um rosto, um perfil, um caráter, uma identidade própria, de relação polarizada, tensa, mas profundamente acolhedora e fiel. É pessoa que caminha, cresce e se determina.

1.4 João (90): Maria = mediadora da fé (Cana – Jo 2,1-12) , mãe da Comunidade (sob a Cruz – Jo 19,25-27) e figura da Igreja e da Nova Criação (Ap 12).

            Maria em João é mais que mera personagem (missão) e até mais que uma personalidade (pessoa): é personalidade corporativa. Seu significado supera sua pessoa individual. Ela representa a comunidade eclesial, a humanidade salva, o cosmo redimido. A Maria de João transcende infinitamente Maria de Nazaré. João coloca Maria nos dois momentos decisivo do ministério de Jesus: Caná representa o momento da inauguração da vida pública e o Calvário é o momento culminante da hora de Jesus a exaltação ba cruz. João usa o simbólico para escrever, assim, devemos ler Maria com base de um sentido mais profundo, que é o sentido espiritual, místico, sobrenatural. Daí o principio hermenêutico de Orígenes: “Ninguém pode compreender o sentido do Evangelho de João a não ser aquele que repousar sobre o peito de Jesus ou receber Maria como mãe das mãos de Jesus” (PG 14,29-32).

            Jesus na Cruz, ao usar a expressão mulher, quer indicar o sentido simbólico-místico da pessoa de Maria. Torna-se a figura-tipo da Igreja-mãe, a comunidade apostólica-missionária, que gera filhos para Deus através da Palavra de Deus e dos Sacramentos. Ela é a nova Eva, como Cristo o novo Adão (São Justino e Irineu). É a mãe carnal de Jesus e a mãe espiritual dos discípulos, é a mãe da Igreja, da comunidade de fé. Ela torna-se o ícone-simbólico-teológico que supera a realidade da Maria histórica, a Virgem de Nazaré. Assim, Maria torna-se parte da Identidade Cristã. E o título de Maria, Mãe da Igreja, aparece no séc. XI com Berengário de Tours, mas foi somente declarado título mariano solenemente por Paulo VI em 21 de novembro de 1964.

            João no Apocalipse apresenta Maria na dupla condição da Igreja: condição humilhada e vencida no tempo, e gloriosa e finalmente vencedora. O simbolismo esta na Igreja que sofre as dores do parto mediante as perseguições para gerar Cristo nos corações. Maria na glória continua hoje sofrendo misticamente as dores de seus filhos e filhas, caminhando na história (Ap12,17). Essa dor/parto tem seu destino de vida/vitória. Daí a LG apresenta Maria como ‘sinal de esperança segura e conforto para o Povo de Deus’. (LG 68)

            Concluindo percebemos, neste contexto, uma evolução da figura de Maria no NT. A fase oculta de Marcos como a mãe carnal ou clânica do Filho de Deus; a fase alusiva de Paulo; a fase positiva de Mateus e Lucas e a fase de aprofundamento de João. Neste amadurecimento mariológico, a Igreja não inventou coisas sobre a Virgem, apenas descobriu dimensões de seu mistério e apresenta Maria como pessoa próxima de Cristo, membro mais eminente da Igreja, a qual recebe alguns privilégios como os dogmas de Mãe de Deus, Sempre Virgem, Imaculada, e assunta ao céu. Essas particularíssimas de Maria estão a serviço de Cristo e tão somente pelos seus méritos, não visam tanto honrá-la sua pessoa quanto habilitá-la para servir o Mistério da Salvação. Ela esta toda voltada para Cristo e seu Reino. Ela é testemunha do Messias e de sua obra. É um ser todo relativo: um ser-de, um ser-com e um ser-para.

Pe. Carlos Luiz Bacheladenski,cm
Diretor Seminário Propedêutico

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PROCURA-SE CATEQUISTA

 A Pessoa do Catequista


O catequista perfeito não existe. Como todo cristão, precisa de formação perma­nente. O perfil de catequista é moldado na formação e na prática que vai adquirindo na caminhada, assumindo a vocação do batismo de anunciar o Reino de Deus, lembrando que, antes de evangelizar, deve se deixar evangelizar.

O catequista deve ser conscien­te da missão e, ao assumir a catequese na comunida­de, sentir-se pessoa integrada na comunidade, caminhar com ela, estar sensível aos seus problemas, desenvolvendo a consciência crítica diante de fatos e acontecimentos, que levem a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, a partir de uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja.

Deve ser uma pes­soa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus e com a Eucaristia para ajudar a si mesmo e à comunidade a libertar-se do egoísmo, do pecado, e levá-la à celebração da vida na Liturgia.

O catequista precisa ser uma pessoa psicologicamente equilibrada, que sabe trabalhar em equipe, seja criativo, responsável, pontual, perseverante e tenha uma certa liderança.

Deve ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didática, metodologia e técnica de grupo, e sentir dentro de si o ardor da vocação. Sem essa vocação, logo desanimará diante das exigên­cias da ação catequética.

Nunca pode dizer que está pronto para sua tarefa, planejando e programando com o grupo de catequistas; participar de encontros na própria comu­nidade, paróquia ou fora; atualizar-se sempre, estudando os documentos orientativos da Igreja sobre catequese e outros assuntos atuais.

São desafios para a catequese não infantilizar a evangelização, reconhecer a experiência rica e diversificada da caminhada do Povo de Deus, reconhecer o catequizando como interlocutor e propor uma catequese vivencial, personalizada, que busca respostas de fé.

No dia 30 de agosto celebramos o Dia do Catequista, oportunidade das nossas comunidades refletirem e celebrarem a vocação e missão do catequista, de modo especial,  no Ano Catequético. Inspirados pela experiência de Emaús, queremos aprofundar a vocação do discípulo missionário que encontra o Ressuscitado no caminho, na palavra e na Eucaristia.

Fonte: Manuel Freixo dos Santos


Coordenação de Catequese do Regional Oeste I (MS)

CANTO DE ABERTURA DA MISSA

Para “acolher o celebrante”?

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

A missa está para começar. A hora chegou. O sino tocou. Todos se acomodaram no recinto sagrado. Tudo arrumado. Instrumentos musicais afinados. Concentração geral. O presidente da celebração, ladeado pelos demais ministros e ministras (diácono, acólitos, leitores, ministros da comunhão eucarística, portador da cruz processional, portadores de velas etc.), à porta principal da igreja, prontos para a procissão de entrada. De repente, ouve-se o convite do(a) comentarista: “Irmãos e  irmãs, vamos acolher com alegria o nosso celebrante [às vezes até se diz o nome dele] e os ministros com o canto de entrada”.

Ouvindo certa vez este convite, pensei em pesquisar sobre a finalidade do canto de abertura da celebração. E isso com base numa dúvida que me surgiu na cabeça: Será que a finalidade do canto de entrada é mesmo a de acolher o celebrante e seus ministros?

Olhando a Instrução Geral sobre o Missal Romano, fui descobrir que esse canto faz parte dos ritos iniciais da celebração. E qual é a finalidade destes ritos?  É “fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembléia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia” (n. 46). Em seguida se diz: “Reunido o povo, enquanto o sacerdote entra com o diácono e os ministros, começa o canto de entrada. A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros (grifo meu)” (n. 47).

Reparem bem a finalidade do canto de abertura: abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Isso por quê? Porque esse canto faz parte dos ritos iniciais. Assim sendo, ele visa contribuir (também) para que “os fiéis, reunindo-se em assembléia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

E vejam como nosso irmão músico e teólogo liturgista Frei Joaquim Fonseca explicita em outras palavras o que vimos há pouco. Escreve ele: O canto de abertura “tem como principal finalidade constituir e congregar a assembléia, introduzindo-a no mistério que será celebrado. Se este canto estiver devidamente integrado ao momento ritual (dos ritos iniciais), em consonância com o tempo do ano litúrgico, com o tipo de celebração, com as características da assembléia..., ele cumprirá sua função de reunir os irmãos e irmãos no mesmo sentir. A assembléia assim reunida é sinal sacramental da Igreja, corpo místico de Cristo, e estará preparada para escutar a palavra e para participar da mesa eucarística” (Cantando a missa e o ofício divino, São Paulo, Paulus, p. 15).

Em outras palavras, poderíamos então dizer: O canto de abertura visa no fundo levar-nos a fazer a experiência de sermos um Povo convocado e reunido pelo próprio Deus em sua casa e, aí, sentirmo-nos de fato assembléia do Senhor, povo sacerdotal, corpo de Cristo... Que coisa linda e maravilhosa!

E aí eu chego à conclusão: Dizer que o canto de abertura tem como função simplesmente “acolher” o celebrante (o sacerdote) e seus ministros, é muito pouco. Pouco demais. E até empobrece o seu verdadeiro sentido. Esse canto não existe para “acolher” sacerdote e seus ministros mas, no fundo, para nos levar a sentir que todos (inclusive o sacerdote e os ministros) somos acolhidos: Acolhidos por Deus!... Leva-nos a nos sentir congregados por Deus como seu Povo e unidos pelo Espírito como corpo de Cristo para a escuta atenta da Palavra e a celebração digna da Eucaristia. É toda a assembléia que deve sentir-se acolhida e unida, no embalo do canto de abertura que acompanha a ação ritual da procissão de entrada.


Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Como se costuma anunciar e motivar o canto de abertura da missa em sua comunidade?
2. Qual a função e a finalidade do canto de abertura na missa?
3. A Igreja nos ensina que o canto de abertura tem como uma das funções “acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”. Note-se que não se fala em “acolher” o sacerdote e os ministros. Por que será?
4. Quem é “acolhido” com o canto de abertura na missa?
5. Qual a conclusão que você tira a partir desta reflexão?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Matriculas Para Catequese 2012 até dia 28 de Janeiro

Esta disponível na Secretária Paroquial o Cadastrado até sábado dia 28  para
Voluntários para a Catequese 2012.
Os interessados procurarem a secretário ou as Coordenadoras da Catequese na Caixa do Dizimo nas Missas de Quinta Feira 19;30 ou na de Domingo as 19:00 horas.

"QUE TAL DAR UMA ESPIADINHA"?

Que tal dar uma “espiadinha”?

 
Estamos sendo convidados a dar uma “espiadinha” na vida dos outros. Eu te convido a dar uma “espiadinha” na Palavra de Deus!
E ai galera, paz e bem!
O que temos mais visto na nossa TV nesses últimos tempos são programas que nos convidam a “espiar” a vida alheia. Faz sucesso ficarmos por dentro da vida particular dos outros. Dá ibope!
O que temos aprendido com tudo isso? O que esses programas têm acrescentado na nossa formação pessoal e familiar? Será que não é bem o contrário? Será que não estamos sendo deformados na concepção que tínhamos, e quando criança aprendemos, sobre o homem, a mulher, a família, a vida?
Uma das funções desse blog é te levar a se questionar, abrir sua mente para que tenhas uma postura ativa. Muitas são as perguntas, mas uma só a resposta: Jesus Cristo! Hoje, infelizmente, nem mesmo as perguntas estamos fazendo. Engolimos qualquer “alimento podre” que colocam na nossa frente.
Esclareço: não é um alimento podre em si. Na verdade pega-se um pouco de “lavagem de porco”, coloca-se dentro de um bombom de chocolate, colocam chantilly, cobertura de chocolate, mais chantilly e uma cereja em cima. Aos olhos é uma linda refeição. Quando começamos a comer vamos nos deliciando, mas no final, o recheio tem um gosto muito amargo.
É assim que o pecado se mostra. É assim que temos nos portado na frente da TV, de forma apática, nos alimentando de qualquer coisa que nos servem.
Sua família está com problemas? Sua vida esta sem sentido? Seus relacionamentos estão desestruturados? Que tal parar de espiar a vida dos outros e começar a dar uma espiadinha na Palavra de Deus.
“Ah, mas eu quero é me descontrair, já trabalhei o dia inteiro…” Quer recuperar suas forças e aliviar suas tensões? Leia a Palavra de Deus.
Garanto meu irmão que nela, você encontrará muitas histórias, testemunhos, e mensagens que irão te fazer verdadeiramente feliz, que irão restaurar suas forças, que irão te formar e renovar sua casa, seus relacionamentos e toda a sua vida. Não tenha receio de conhecer a fundo a vida de cada personagem da Sagrada Escritura.
Ao invés de atender o pedido do apresentador: “vamos dar mais uma espiadinha!”, atenda a voz de Deus: “Dar uma espiadinha na Palavra do Senhor!”
Deus abençoe,
Tamo junto!
Emanuel Stenio

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fotos da Missa de Crisma

Já esta disponível as fotos da Missa do Crisma, entre no  Link Albun Sagrada Família ao lado.
Esta disponível para abaixar, só pedimos para não usar as mesma para qualquer tipo de brincadeira. 



domingo, 22 de janeiro de 2012

Intervenção era necessária


Intervenção policial na Cracolândia era necessária, diz arcebispo 

de SP

Dom Odilo Scherer visitou a região na manhã deste sábado.
Desde o dia 3, polícia prendeu 140 pessoas e recapturou 44 na área.

Tadeu MeniconiDo G1 SP


O prefeito Gilberto Kassab e dom Odilo foram à Cracolândia nesta manhã (Foto: Tadeu Meniconi/G1)O prefeito Gilberto Kassab e dom Odilo foram à Cracolândia nesta manhã (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, afirmou neste sábado (21) que a operação policial que combate o tráfico de drogas na “Cracolândia”, no centro da capital paulista, era necessária. A declaração foi feita durante a visita do religioso a um abrigo para dependentes que está sendo construído na Rua Prates, no bairro Bom Retiro, no Centro. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) também participou do evento.

“Ninguém está aprovando o uso de métodos truculentos ou violentos, mas a intervenção policial era necessária”, ponderou Dom Odilo. Para ele, as ações do poder público incrementam o trabalho de voluntários que se dedicam à ajuda aos usuários de drogas, como é o caso de vários grupos ligados à Igreja.
Durante a visita, Kassab disse que o Complexo Prates, com capacidade para atender 1.200 dependentes, deve começar a funcionar durante o mês de março, mas não prometeu nenhuma data específica.
“Eu aprendi que, na vida pública, é uma leviandade você dar a data da inauguração”, comentou o prefeito.
Galpão foi construído para abrigar dependentes químicos (Foto: Tadeu Meniconi/G1)Galpão foi construído para abrigar dependentes químicos (Foto: Tadeu Meniconi/G1)
Segundo ele, não era preciso esperar a conclusão da obra para iniciar a dispersão dos pontos de venda e consumo de drogas no centro. “É importante registrar que esse equipamento [o Complexo Prates] não é o primeiro da ação vinculada ao centro que a prefeitura desenvolve”, apontou.
Para o prefeito, a estrutura do município para abrigar moradores de rua e dependentes químicos já atende à demanda. “Todos os dias e todas as noites, nós temos vagas, equipamentos ociosos, sobra comida, sobram leitos, portanto não temos nenhuma preocupação em relação aos equipamentos sociais”, afirmou Kassab.
Balanço divulgado nesta sexta-feira (20) mostra que a Polícia Militar já realizou 6.924 abordagens a pessoas na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, desde 3 de janeiro, quando teve início a operação de combate ao tráfico. Nesta sexta, mais um foragido do sistema penitenciário foi recapturado. Desta forma, já são 44 foragidos recapturados pela PM. Além disso, outras 140 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico já foram detidas.
Áreas do Centro de SP sob atenção contra crack -  Cracolândia (Foto: Editoria de Arte/ G1)Áreas do Centro de SP sob atenção contra crack - Cracolândia (Foto: Editoria de Arte/ G1)

Bento XVI esclarece questões sobre o Direito Canônico

Nicole Melhado

Da Redação


Rádio Vaticano
O Papa recebeu os membros do Tribunal da Rota Romana em ocasião da abertura do Ano Jurídico
Neste sábado, 21, o Papa Bento XVI recebeu em audiência os prelados auditores, os oficiais e advogados do Tribunal da Rota Romana, em ocasião da solene inauguração do Ano Judiciário. No encontro, o Pontífice destacou que o direito e a justiça caminham juntos, tanto no direito civil quanto divino, e esclareceu questões que envolvem a aplicação do Direito Canônico.

“Como quis salientar ao Parlamente Federal de meu país, o Reichstag de Berlim, o verdadeiro direito é inseparável da justiça. O princípio vale obviamente também para a lei canônica, no senso que essa não pode se fechar num sistema normativo meramente humano, mas deve ser ligada a uma ordem justa da Igreja, na qual vigora uma lei superior”, salienta Bento XVI.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso do Papa ao Tribunal da Rota Romana - 21/01/2012


Compreensão das leis

O Papa destacou que convém observar o próprio significado da lei olhando sempre para realidade que se rege, e isto não só quando a lei é principalmente declarativa do direito divino, mas também ao introduzir constitutivamente a regra humana.

“A interpretação do direito canônico deve ter lugar na Igreja. Não se trata de uma mera circunstância externa, ambiental: é um chamado ao próprio ‘humus’ da lei canônica e da realidade desta regra”, destacou o Pontífice.

Para Bento XVI, a maturidade cristã conduz a amar sempre mais a lei e querer compreender-la e aplicá-la com fé, para isso, é preciso um espírito dócil para acolhê-la, buscando estudar com dedicação as tradições jurídicas da Igreja.

“Somente deste modo poderão ser discernidos os casos nos quais as circunstancias concretas exigem uma solução equitativa para alcançar a justiça que a norma geral humana não pode proporcionar, e se será capaz de demonstrar, em espírito de comunhão que pode ser usado para melhorar o quadro legal”.

Segundo o Papa, estas reflexões conquistam uma peculiar relevância no âmbito das leis reguladoras do ato constitutivo do matrimônio, sua consumação e a relação com a Ordem Sacra, e as relações com os respectivos processos.

“Aqui a sintonia com o verdadeiro sentido da lei da Igreja se torna uma questão de amplo e profundo efeito prático na vida das pessoas e comunidades e requer uma especial atenção”, destacou.

O Santo Padre salientou que são os tribunais locais os primeiros a confrontar as complexas situações reais nos diversos contextos culturais e salientou que é essencial a comunhão das disciplinas para a unidade da Igreja.

Bento XVI recordou os eventos importantes que estão por vir, como o Ano da Fé, que comemoram os 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II. Para ele, este será um período de reflexão “bem consciente das graves dificuldades do tempo, sobretudo naquilo que se refere à procissão da verdadeira fé e a sua correta interpretação”.

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III Domingo do Tempo Comum – Ano B


Conversão e Seguimento

O início da atividade apostólica de Jesus, para S. Marcos, é um convite à conversão (Mc 1, 14-20). Diz Jesus: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1, 15).
Acabou-se o tempo das promessas e da espera: O Messias chegou e está começando o seu ministério! A sua presença é a plenitude dos tempos, tornando-os veículos da misericórdia de Deus e da história da salvação.
Para acolher Jesus, a condição primeira é a conversão, a mudança profunda de vida que exige, sobretudo, a luta contra o pecado e, conseqüentemente, a rejeição de tudo aquilo que o pode desviar do amor e da Lei de Deus. Uma conversão parecida à que Deus exigiu à cidade de Nínive, por meio da pregação de Jonas, e que os seus habitantes praticaram, abandonando “o seu mau caminho” (Jn 3, 10). Mas, a fuga do pecado é apenas a primeira fase da conversão anunciada por Jesus, que exige também um segundo momento que é destacado no Evangelho: “Acreditai na Boa-Nova”. O cristão tem que aderir positivamente ao Evangelho com uma fé vivificada pelo amor, que não se fica apenas na sua aceitação teórica, mais procura evidenciá-lo com a vida prática. É necessário e urgente, pois, deixar de lado a mentalidade terrena que faz com que o homem viva e atue apenas com vistas à felicidade e aos interesses temporais. “A aparência (a figura) deste mundo passa”, adverte S. Paulo (1 Cor 7, 31).
É preciso criar-se uma consciência cristã capaz de fomentar desejos, intenções, hábitos, e comportamentos em total sintonia com o Evangelho de Cristo. E isto é tão urgente quanto “o tempo é breve” (1 Cor 7, 29), brevidade esta fixada precisamente pela vinda de Cristo e da qual não fica mais que uma fase histórica, ou seja, a que separa o dia de hoje da sua última vinda. O tempo não tem mais que um sentido: acertar os passos do homem –individual ou coletivamente- no seu caminho para a eternidade.
O convite à conversão estende-se a todos os povos. O tema da conversão e da penitência poderia parecer um tema quaresmal. Porém não é assim! Toda a nossa vida deve ser marcada pela conversão; o ano todo é tempo de conversão; a vida toda é tempo de conversão!
Converter-se significa crer no Evangelho, ou seja, significa pautar a vida pela Boa-Nova, ou o Evangelho de Deus. Significa entrar no discipulado de Cristo. É pautar a nossa vida segundo os ensinamentos e os exemplos do próprio Cristo, em relação a Deus, como seus filhos; em relação ao próximo, como nosso irmão e irmã.
No Evangelho somos chamados, como Simão e André, a aceitar o convite de Jesus: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens” (Mc 1, 17). Entramos no discipulado de Jesus se fizermos como Tiago e João: “Jesus os chamou. E eles, deixando o pai Zebedeu na barca com os empregados, o seguiram” (Mc 1, 19-20).
Estes homens deixaram tudo imediatamente e seguiram o Mestre.
Para seguirmos o Senhor, é preciso que tenhamos a alma livre de todo o apegamento; em primeiro lugar, do amor próprio, da preocupação excessiva pela saúde, pelo futuro…, pelas riquezas e bens materiais. Porque, quando o coração se enche dos bens da terra, já não resta lugar para Deus. Por isso o cristão necessita de uma vigilância contínua, de um exame freqüente, para que os bens criados não o impeçam de unir-se a Deus, antes sejam um meio de amá-Lo e servi-Lo.
Ensina o concílio Vaticano II, na Lumen Gentium: “Cuidem todos, portanto, de dirigir retamente os seus afetos, para que, por causa das coisas deste mundo e do apego às riquezas, não encontrem um obstáculo que os afaste, contra o espírito de pobreza evangélica, da busca da caridade perfeita, segundo ensinamento de S. Paulo: “Os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Pois a figura deste mundo passa” (1 cor 7,31); (LG. 42).
Cristo continua dirigindo ainda hoje o mesmo apelo: “Vinde após mim e eu farei de vós pescadores de homens” (Mc 1, 17).
É um chamamento para aderir à pessoa de Jesus, para fazer aprender com Ele a ser uma pessoa nova que vive no amor a Deus e aos irmãos.
Todos os batizados são chamados a ser discípulos de Jesus, a “Converter-se”, a acreditar no Evangelho, a seguir Jesus nesse caminho de amor e de dom da vida.
Mons. José Maria Pereira

sábado, 21 de janeiro de 2012

Os católicos devem ser a voz dos que não têm voz

LOS ANGELES - O arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Mons. José H. Gomez disse que com a ameaça do aborto, os católicos devem ser a voz dos que não têm voz: os recém-nascidos.

Em seu artigo intitulado “Defender a Verdade Sobre a Vida”, e publicado hoje no jornal arquidiocesano de Los Angeles em espanhol Vida Nueva, o Prelado de origem mexicana disse que "somos chamados a ser uma voz para aqueles que não têm voz. Somos chamados para ajudar a nossa sociedade a ver que cada vida humana desde a concepção até a morte natural é sagrada e preciosa para Deus".

No artigo no qual analisa as consequências da sentença Roe versus Wade da Suprema Corte dos Estados Unidos que em 1973 que legalizou o aborto neste país, o arcebispo recordou que "como católicos, nós celebramos o Deus da vida. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus deu à sua Igreja uma missão e a cada um de nós o direito de proclamar o Evangelho da vida".

Devido aos questionamentos de alguns sobre o papel da Igreja que "erro" contra o aborto, Dom Gomez lembrou que esta questão "é um assunto de verdade e de princípios básicos. A verdade é a verdade, seja reconhecida ou não por nossa sociedade".

“Para ilustrar um caso semelhante, o arcebispo recorda a luta para derrotar a escravidão americana “, teve que ir muito longe, e permitir que muitas gerações e vidas inocentes fossem perdidas antes que esta nação visse finalmente a verdade sobre a humanidade e a plena dignidade dos afro- americanos".

Diante dessa realidade, o arcebispo expressou sua esperança de que um dia os americanos "também começarão a ver a verdade sobre a humanidade dos fetos e do embrião humano. É apenas uma questão de tempo. Talvez em anos, talvez em décadas. Mas o tempo virá. Porque esta é a verdade".

"E não é uma verdade " religiosa "o aborto não é apenas uma questão" católica ", disse ele.

O Arcebispo de Los Angeles, em seguida, descreveu que "o nosso país foi fundado sobre uma verdade moral: que todos os homens e mulheres são criados iguais e nascem com os direitos dados por Deus à vida, a liberdade e à busca da felicidade".

"Roe versus Wade colocou ao revés esta bela verdade. O Supremo Tribunal, com efeito, disse que nossos direitos não vêm de Deus, mas são concedidos pelo governo, tribunais e órgãos legislativos."

O Arcebispo Gomez ressaltou que "o direito à vida é o fundamento de todos os direitos de liberdades em nossa sociedade", depois que ele finalmente anunciou que hoje, sábado dia 21 janeiro celebrará uma missa na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos por todas as crianças abortadas, e convidou todos os fiéis a participar dela.



Fonte: ACI Digital

Simpósio internacional promove combate à pedofilia


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gREGORIANA“Em direção à cura e à renovação”, é o título do Simpósio Internacional promovido pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, o qual vai abordar a temática do abuso sexual por membros da Igreja. O objetivo desse encontro é renovar o empenho da Instituição Católica contra esse tipo de crime.

Dos dias 6 a 9 de fevereiro, bispos e superiores gerais das ordens religiosas de todo o mundo estarão reunidos na capital italiana para discutir a proteção das crianças e das pessoas mais vulneráveis aos abusos sexuais. A conferência será uma ocasião para a troca de informações sobre os recursos disponíveis, a nível global, para reagir ao fenômeno tanto na Igreja quanto na sociedade em geral.

Os debates terão como base a Circular difundida em maio do ano passado pela Congregação para a Doutrina da Fé, na qual foi solicitado a todas as dioceses do mundo que fossem estabelecidos “procedimentos adequados para fornecer assistência às vítimas de tais abusos e para educar a comunidade eclesiástica sobre o tema da proteção dos menores”.

Estão convidados para palestrar especialistas de diversas áreas, como psicologia, direito canônico, teologia e ministério pastoral.

A boa notícia


O anúncio feito por Cristo é a boa notícia, que suscita um processo de transformação e de passagem para o novo. É saída do antigo, do comodismo e infertilidade para assumir posturas comprometedoras com as exigências da história.

Na visão bíblica e cristã, o antigo é pautado por atitudes de pecado, de injustiças e desamor. A conquista do novo é o encontro com as propostas do reino de Deus, a abertura do coração para a beleza da vida e a presença da graça de Deus em quem a reconhece.

No mundo antigo, a Palavra anunciava castigo para as cidades e povos infiéis a Javé. Nínive, por exemplo, foi ameaçada de destruição, caso não seguisse os conselhos de Jonas. Mas o seu povo foi capaz de experimentar o novo, mudando de vida.

A Palavra hoje não anuncia catástrofes, mas a chegada da plenitude dos tempos. É como dizer: “o tempo está cumprido”. Aconteceu o nascimento de Jesus Cristo, a chegada do novo. É a chegada do “fim dos tempos”, e não “fim do mundo”.

As catástrofes naturais, enchentes, destruições, perda de pessoas e bens naturais, não significam chegado do fim do mundo, como está na mente de muita gente. É o curso natural do tempo. O aquecimento global pode ajudar nesse processo.

A boa notícia não provoca medo, mas conversão. Ela exige fé e compromisso ativo na comunidade. O povo da cidade de Nínive entendeu a mensagem do profeta Jonas. Ela era a capital dos gentios. Deus guia ao bom caminho os pecadores.

A pregação de Jonas foi a imagem da pregação de Jesus. Em Jesus acontece a “irrupção do reino de Deus”. Ele não anuncia catástrofe, mas a boa nova do reino. Fez isto como Filho de Deus, convocando as pessoas para a conversão e a esperança.

Conversão é diferente de fazer penitência. Não à base do medo e do castigo, mas de fé na boa nova e de experimentar a presença de Deus na vida. Isto faz do convertido discípulo-missionário e “pescador de homens”.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto.

"O verdadeiro direito é inseparável da justiça"




10:28 - 21/01/2012


Cidade do Vaticano  - Na manhã deste sábado (21), o Papa recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 150 pessoas que integram o Tribunal da Rota Romana e a elas, fez um discurso.

Bento XVI começou lembrando que a interpretação da lei canônica deve ser feita exclusivamente pela Igreja. Os Códigos não são sujeitos à ‘criatividade jurídica’ – frisou, ressaltando ainda que no campo interpretativo, deve ser também aplicada à lei canônica a hermenêutica da renovação na continuidade. “É na verdade de fé que p direito canônico encontra seu fundamento e sentido” – explicou.

“O verdadeiro direito é inseparável da justiça” – remarcou o Papa, acrescentando que “o princípio vale obviamente também para a lei canônica, no sentido que esta não se encerra em um sistema normativo meramente humano, mas deve ser relacionada a uma ordem justa da Igreja, na qual vige uma lei ‘superior’”.

“Quando a obra interpretativa humana age como protagonista, estabelecendo o que é jurídico, vem a faltar o sentido do direito objetivo, que fica relegado a considerações presumivelmente teológicas ou pastorais, expostas ao risco da arbitrariedade”.

Enfim, as reflexões sobre justiça e direito têm uma importância peculiar no âmbito das leis relativas ao ato constitutivo do matrimônio, sua consumação e a recepção da Ordem Sagrada. Assim sendo, a sintonia com o verdadeiro sentido da lei da Igreja se transforma em uma questão de incidência prática ampla e profunda na vida das pessoas e comunidades e, portanto, requer uma atenção especial.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Retrato do verdadeiro ou falso Apóstolo do Senhor



Padre Oswaldo Gerolin Filho
Presidente do Portal Católico



Piedade desinteressada: (1 Timóteo 2c-12)

Tal deve ser o tema de teus ensinamentos e de tuas exortações. Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme a piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, doentio por questões ociosas e contendas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas injustas, os vãos conflitos entre homens de coração corrompido e privados da verdade, que só vêem na piedade uma fonte de lucro.
Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.


Combate pela fé

Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquela nobre profissão de fé perante muitas testemunhas.


Temos aqui o eco de fatos dolorosos, verificados no próprio seio das primeiras gerações cristãs e, infelizmente, vemos ainda hoje estampados em manchetes de jornais e nos noticiários da TV.

O que é ser verdadeiro ou falso Apóstolo do Senhor?

Peço permissão para refletir sobre o assunto por crer ser extremamente pertinente, por que em nome de Deus, da democracia, da liberdade e da vida, vejo os mais terríveis absurdos, devassidão e demônios vorazes entre nós. Sinto ser agora um tempo propício para uma reflexão profunda e sincera para todos nós.

Havia quem, por orgulho, provocasse tensões e dissídios no seio da comunidade, explorando em proveito próprio a qualidade de cristão. Paulo, na sua carta a Timóteo, desmascara severamente esta sutil ambição, recoberta de religiosidade bem pouco cristã.

Ela pode ser, na verdade, “a raiz de todos os males” e levar até à apostasia. Timóteo deve manter um proceder inteiramente diferente, demonstrando com sua virtude que aspira deveras ao céu. “Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquela nobre profissão de fé perante muitas testemunhas”.

Assim permanecerá atual, através do seu modo de agir, a profissão de fé que fez no momento do batismo e do seu ministério.

É falso evangelizador quem procura fama, dinheiro, riqueza, prosperidade, promessas descomprometidas de curas, espalha confusão para todos os corações e tem escasso interesse pela fé.

O verdadeiro evangelizador sabe bastar-se a si mesmo, vive a verdade, procura o bem dos outros, está todo entregue ao serviço da fé, tem coração pobre, desinteressado, aberto à justiça de Deus. “Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão”.

Com efeito, a pobreza é libertação interior, alegria, fraternidade e, em seu ponto mais alto, humildade e total confiança em Deus. É sempre fruto de “nova criação”. É preciso renascer!

“O apego ao dinheiro é a raiz de todos os males”, adverte-nos Paulo.

A pobreza, ao contrário, une o evangelizador ao homem que sofre com o qual quer alcançar libertação recíproca. Une-o também à sua comunidade e à sua Igreja. Razão do seu apostolado.

A pobreza contém em si uma dinâmica: liberta de todas as prisões interiores e da necessidade de aprisionar os outros; é ao mesmo tempo luta com o homem pobre e comunhão com ele.

É, sobretudo, busca de comunhão com Cristo ressuscitado, até à total transfiguração.

Caros internautas do PORTAL CATÓLICO, tudo isso vale uma boa reflexão sobre o tema que Paulo nos apresenta da "Piedade desinteressada": “Deus não se vende, nem se compra”. E nem se troca por uma teologia “chula” da prosperidade.

Aqui termino com as palavras do verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo, no próximo dia 25 de janeiro estaremos celebrando sua conversão: “Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição”.


Paz e Bem!